Passo a passo para tirar o cartão de estacionamento para pessoas com deficiência

Procurando informações sobre como tirar o cartão de estacionamento para pessoas com deficiência? Então você chegou no lugar certo. Acompanhe esse artigo e veja o passo a passo de como fazer isso.

As vagas para deficientes e idosos estão sempre envolvidas em polêmicas, geralmente, porque pessoas não possuem necessidade ou permissão para usá-las, ocupam-nas, tirando o direito das pessoas que realmente podem estacionar seus carros nelas.

Existem diferentes situações que podem permitir a uma pessoa o acesso a essas vagas, mas, independentemente do caso, para que essas vagas possam ser usadas, é preciso que se tenha um cartão de estacionamento para deficientes.

E, esse artigo foi criado exatamente para lhe mostrar como fazer para conseguir o cartão de estacionamento para pessoas com deficiência. Acompanhe e descubra como proceder para ter acesso a esse direito.

Saiba o que é o cartão de estacionamento para pessoas com deficiência!

O cartão para deficientes é uma permissão fornecida pelo poder público, que dá direito ao seu portador de estacionar em qualquer uma das milhões de vagas especiais existentes em praticamente todo o país.

Essas vagas são comumente marcadas pelo famoso símbolo internacional de acesso, e estão disponíveis para todas as pessoas que possuem problemas de mobilidade, sejam elas dependentes de cadeiras de rodas ou não, usuárias de aparelhos ou próteses ortopédicas, por um período temporário ou permanente, pessoas que tenham dificuldades para se locomover ou deficiência visual.

A requisição do cartão de estacionamento para pessoas com deficiência pode ser feita diretamente pelo portador da deficiência ou por uma pessoa nomeada como procurador legal do mesmo.

Veja o passo a passo para obter o cartão de estacionamento para pessoas com deficiência

  • O primeiro passo para obter o cartão de estacionamento é se dirigir a unidade de atendimento do CIRETRAN OU DETRAN da sua cidade, com todos os documentos em mãos.
  • Feito isso, a unidade de atendimento procurada verificará toda a documentação entregue e se encarregará de produzir o cartão de estacionamento para pessoas com deficiência, e entregá-lo ao solicitante.

Os prazos de entrega funcionam de maneiras diferentes em cada unidade, e é preciso que você se informe a esse respeito durante o atendimento. O cartão possui uma validade de cinco anos.

Documentos para solicitar o cartão

Para pedir o cartão de estacionamento para pessoas com deficiência é preciso levar até a unidade de atendimento:

  • Carteira de habilitação;
  • Carteira de identidade;
  • Comprovante de endereço, no nome do solicitante;
  • Atestado médico que comprove a deficiência;
  • Formulário de requerimento do cartão, que deve ser preenchido pela internet e impresso.

Com exceção do último item que deve levar apenas a versão original, os demais documentos precisam ser apresentados na versão original e uma cópia.

Além de providenciar o cartão de estacionamento para pessoas com deficiência é interessante também poder contar com um seguro auto para deficientes. Assim, além de poder estacionar nas vagas que lhe são de direito, você não precisará se preocupar com problemas que possam lhe trazer prejuízos e garante um desconto nessa proteção também.

 

 

Por Jeniffer Elaina, redatora da Smartia Seguros

10 dicas para adaptar a casa para portadores de deficiência física

 

Algumas adaptações na casa onde moram pessoas com mobilidade reduzida são necessárias para tornar a vida mais fácil. Segundo a arquiteta Laurimar Coelho, é importante frisar que todo espaço destinado à pessoa com mobilidade reduzida ou mesmo com deficiência visual deve proporcionar a ela total autonomia.

 

O banheiro é um dos locais que exige mais modificações

 

Isso quer dizer que o cadeirante, o usuário de bengala ou andador deve contar com todos os dispositivos necessários para que ele mesmo execute qualquer atividade sem pedir a ajuda de outras pessoas. “Do contrário, trata-se de um espaço adaptado e não acessível”, explica a arquiteta.

Para o arquiteto Augdan Oliveira Leite, são estratégicos os corredores de acesso aos ambientes, que devem ter espaço para a passagem da cadeira de rodas, e o uso de barras de segurança no banheiro.

O arquiteto recomenda que o ambiente seja bem clean, sem muitos móveis, para facilitar a circulação. As áreas externas devem ter rampas e só devem ser usados pisos antiderrapantes.

No caso de um sobrado, Augdan disse que podem ser instalados elevadores monta-carga. Segundo o arquiteto, eles custam R$ 60 mil, em média, mas não ocupam muito espaço e a instalação é muito prática. “Para quem pode arcar com o custo, o benefício é proporcionar acesso fácil à parte de cima da casa”, avalia.

Dez dicas para adaptar a casa

Segundo Laurimar, a NBR 9050 da Associação Brasileira de Normas Técnicas trata exclusivamente do assunto e traz todas as referências a respeito das modificações em edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. Veja as principais mudanças a serem feitas:

 

Em espaços públicos, como piscinas, a rampa deve oferecer ainda patamares de descanso

1- Pessoas que usam cadeiras de rodas ou mesmo andadores e bengalas e também com visão comprometida têm muita dificuldade para se locomover em pisos inclinados ou em espaços com escadas. Portanto, a primeira modificação é providenciar rampas e o nivelamento de pisos. Prefira sempre pisos antiderrapantes e elimine todos os tapetes da casa. No caso das rampas, há um padrão adequado para a sua construção. Do contrário, um cadeirante, por exemplo, não vai conseguir conduzir sozinho sua cadeira, pois não terá força suficiente para impulsioná-la em aclives e falta de segurança em declives. Uma rampa apropriada para cadeirante deve ter, no máximo, 8% de inclinação. Em espaços públicos, a rampa deve oferecer ainda patamares de descanso.

Em uma residência, a construção de rampas nem sempre é viável por conta da falta de espaço suficiente. Quanto maior o desnível, mais longa é a rampa. Neste caso, é preciso fazer um estudo detalhado do imóvel para oferecer patamares com espaço suficiente para um cadeirante poder manobrar sem risco de acidente. Há ainda a oferta de plataformas elevatórias, cadeiras elevatórias ou elevadores residenciais. Mas o custo é alto.

2- Corredores largos são essenciais também. Cadeirantes, pessoas com bengalas, muletas ou andadores precisam de, no mínimo, um metro para se locomoverem sem se chocar com as paredes.

Corredores largos e com barras também são essenciais para a locomoção dentro de casa

3- Para cadeirantes é essencial também utilizar portas mais largas – 90 cm no mínimo. O peitoril de janela pode baixar para 70 cm de altura para cadeirantes, mas não é ideal para idosos ou crianças que circulam bem.

4- Portas e janelas devem ter maçanetas e puxadores especiais para o caso de a pessoa não ter braços ou mãos com atividade plena. No caso de residência para cadeirante, aconselha-se ainda a proteção metálica ou reforçada para a parte inferior das portas. Isso aumenta sua vida útil, já que pequenas colisões da cadeira são inevitáveis.

 

Nos dormitórios, closet ou guarda-roupas devem ter projeto especial para facilitar o acesso a calçados e roupas e ainda contar com espaço para a circulação da cadeira

5- Nos dormitórios, prefira móveis de cantos arredondados para evitar ferimentos. Closet ou guarda-roupas devem ter projeto especial para facilitar o acesso a calçados e roupas. Acessórios que facilitam a manipulação e acomodação de cabides já existem no mercado. O ideal é contar com móveis de portas de correr, pois ocupam menos espaço e são mais práticas, em especial para os cadeirantes. Para eles, é preciso prever ainda o espaço de circulação da cadeira (1,5 metro x 1,5 metro é o mínimo para uma cadeira de rodas girar em seu próprio eixo). Ele deve ser suficiente para a manobra livre e a transferência da pessoa para a cama. Por isso, o ideal é que a cama não seja encostada na parede. O mesmo espaço é exigido nos banheiros.

6- Tomadas e principalmente interruptores de luz devem estar na altura adequada para o portador de deficiência alcançá-los. O ideal é fazer o projeto personalizado. Controles, botões, teclas e similares devem ser acionados através de pressão ou de alavanca.

7- No banheiro, os cuidados são redobrados. Além do piso antiderrapante é preciso providenciar barras de apoio. Mas antes de comprar tais barras, o consumidor deve estar atento à qualidade. As barras devem atender à Norma 9050 da ABNT – que estabelece dimensões e resistência apropriadas – e ainda às normas NBR 10283 e NBR 11003, que se referem à resistência à corrosão. As barras devem ser inteiramente de aço inox, incluindo suportes e parafusos de fixação sextavados. Do contrário, o risco de oxidação e de acidente é certo. As barras também devem ter empunhadura correta para evitar que a pessoa prenda o braço entre a alça e a parede, causando fratura.

 

No banheiro, além do piso antiderrapante, é preciso pôr barras de apoio (Foto: Laurimar Coelho)

8- Há no mercado inúmeros modelos de barras com as mais variadas funções. Em lojas especializadas há também suportes para lavatório, espelhos com inclinação (por ficar permanentemente sentado, o cadeirante tem dificuldade de utilizar espelhos planos), bancos articulados para banho (porque nem toda pessoa com mobilidade reduzida consegue tomar banho em pé), elevação para vaso sanitário (assentos mais altos para facilitar a transferência da cadeira para o vaso sanitário) e metais sanitários (torneiras, registros etc.) com sistema de acionamento diferenciado.

Projetos mais sofisticados oferecem ainda a instalação nos banheiros de sistema de comunicação interna na residência – interfone – para casos de emergência.

A recomendação é para a utilização de fogões, fornos ou cooktops elétricos

9- Na cozinha, um bom projeto deve dar garantia de circulação segura, aproximação e alcance dos utensílios. As pias devem possuir altura de no máximo 85 centímetros, com altura livre de, no mínimo, 73 centímetros. Bancada posicionada no centro da cozinha confere maior praticidade, principalmente se o fogão ou cooktop estiver nela – o acesso às bocas fica mais fácil. O melhor é utilizar fogões, fornos ou cooktops elétricos, pois, sem a presença do fogo na cocção, o trabalho torna-se mais seguro.

10- Além dos pisos antiderrapantes, se a pessoa sofrer de deficiência visual, uma boa solução é usar materiais de cores contrastes para alertar sobre a presença de degraus ou qualquer outra alteração no piso ou ainda nas paredes. Para estes usuários é importante também o uso adequado de texturas nas paredes. Mas, no geral, é correto evitar revestimentos ásperos que podem machucar.

 

Fonte: Zap Imoveis

Dicas para dirigir com segurança um carro adaptado

 

Se você vai comprar e mandar adaptar o seu veículo, anote as dicas que selecionamos para dirigir com segurança um carro adaptado. Mas antes, saiba como esse tipo de veículo funciona para que você dirija com mais tranquilidade. Confira!

Como escolher um carro adaptado

As pessoas com deficiência física ainda encontram muitas dificuldades ao tentar executar diferentes tarefas e dirigir é uma delas. O primeiro empecilho é na hora de escolher o carro adaptado, já que é preciso aliar um bom preço com as características que querem encontrar no veículo.

Por ser um público com necessidades especiais, não são todos os veículos disponíveis para a população geral que suprem suas necessidades. Mas o que precisa ter um carro adaptado? No geral:

  • Modelos que são adaptados de acordo com a deficiência do motorista;
  • Carros que vêm com câmbio automático e comandos elétricos para espelhos, setas, faróis, vidros e travas.

Como o próprio nome já diz, ele precisa ser adaptado ao motorista. Existem diferentes modelos no mercado e cada um conta com características diversas. Entre elas:

  • Alavanca de freio e acelerador;
  • Volante adaptado para manobras, com alça para encaixar as mãos ou pinos para os dedos ou punhos e até mesmo acelerador;
  • Banco móvel, ou seja, que sai para fora do veículo;
  • Banco giratório;
  • Breque de mão, que pode ser acionado com um toque;
  • Abertura da porta adaptada ao motorista;
  • Elevador acoplado para o motorista entrar no carro;
  • Rampa que ajuda o motorista a entrar no veículo.

Conhecer essas características é importante para saber do que você precisa e poderá ter em um carro adaptado. Considere não abrir mão de nenhum item essencial, isso garantirá sua segurança e de outras pessoas.

É fato que as pessoas com deficiência física se deparam com o problema do alto custo ao comprar o veículo que atenda às suas necessidades, mas existem formas de pagar menos em um carro adaptado. Solicitar a isenção de vários impostos é uma das maneiras de reduzir o custo.

Como dirigir com segurança um carro adaptado

Depois de comprar o veículo com todos os itens que você precisa e adaptações necessárias às suas necessidades, é importante dirigir com segurança. Em relação aos carros comuns, os carros adaptados exigem mais atenção, principalmente se você ainda não está acostumado com o veículo.

Na maioria dos casos, é preciso ter bastante coordenação para movimentá-lo até pegar o “jeito” do veículo. Mas fique tranquilo, pois o carro foi adaptado para que você tenha conforto e segurança.

E para que você fique mais seguro ao dirigir o seu carro adaptado, selecionamos essas dicas:

  1. Treine com a alavanca “puxa-empurra”

Ela é sensível, então, use-a suavemente. Nos primeiros dias de uso do veículo, vá com calma para se aperfeiçoar e não confundir o “empurrar”, frear, com o “puxar”, empurrar, a alavanca.

  1. Ajuste a altura do volante

Antes de ligar o veículo, ajuste a altura do volante para que o mesmo não dificulte o uso de alguns comandos.

  1. Mantenha o encosto do banco ereto

Quanto mais ereto ele ficar, mas fácil será manejar o veículo, principalmente usar a alavanca.

  1. Treine seus reflexos

Treine os seus reflexos para não correr o risco de inverter os comandos e acabar sofrendo um acidente.

  1. Faça revisões periódicas

A manutenção periódica é essencial para todos os veículos e os carros adaptados não fogem à regra. Ao adaptar o veículo você deve fazer a revisão após atingir 5.000 km rodados.

  1. Rode mais devagar

O velho ditado “Devagar e sempre” deve ser considerado por todos os motoristas. Para você que está se habituando ao carro adaptado, ele deve soar como uma regra. Mas não adianta apenas reduzir a velocidade, você precisa se atentar à segurança e ter bastante cautela.

 

 

Por: Andreia Silveira.

 

Médica supera acidente, 27 cirurgias e amputação da perna para voltar ao trabalho: ‘Nunca pensei em desistir’

 

A paixão pela medicina ajudou Bárbara Fernandes Carrasco da Silva, de 34 anos, superar seu maior desafio: a luta pela vida. Vítima de um acidente em setembro de 2016, quando foi arrastada por um ônibus na Rodovia Campinas-Mogi, ela permaneceu 4 meses na UTI, enfrentou 27 cirurgias e teve a perna direita amputada. Há um mês, foi liberada para voltar a trabalhar e nesta segunda (21) atuava no Centro de Saúde Nova Veneza, em Sumaré (SP): “Nunca pensei em desistir”, avisou.

A médica contou que a vontade de voltar ao trabalho foi fundamental em sua recuperação. “Ajudou muito até o psicológico. Queria voltar o quanto antes, me sentir útil. É bom saber que consigo continuar trabalhando”.

Bárbara explica que não havia outra opção senão retomar a carreira na medicina, fruto de anos de estudo e dedicação.

“No início foi muito difícil e dolorido, fiquei muito triste, mas o apoio da minha família, marido e amigos, além do amor pela medicina foram minha fortaleza e incentivo para superar as barreiras.”

A profissional tirou do momento trágico lições para a vida, e usa sua história de superação como exemplo para outras pessoas.

“É importante que, apesar de ser uma tragédia, não é o fim de tudo. É possível darmos a volta por cima e superar tudo, vivendo normalmente e sem privações”.

Especialista em cirurgia infantil, Bárbara atuará, em um primeiro momento, longe das mesas de cirurgia. “Como ainda não utilizo prótese, não poderia fazer alguns procedimentos, que demoram cinco, seis horas. Atuo na parte ambulatorial de cirurgia infantil, no Hospital da PUC, e como clínica geral em Sumaré”, completa.

FONTE: G1

8 dicas de viagens para pessoas com deficiências

 

A maioria das viagens exigem planejamento, mas para amputados, geralmente levar mais tempo e preparação do que para aqueles sem deficiência.

Felizmente há inúmeras pesquisas para ajudar amputados a tornar a viagem dos seus sonhos o mais suave possível.

Embora existam inúmeras orientações, dependendo do modo de transporte, aqui estão as 10 melhores amputadas que as pessoas devem seguir ao sair da cidade:

  1. Verifique sua prótese antes de sair

Ao examinar sua prótese, procure por estes sinais de alerta:

  • Rachaduras
  • Lágrimas no forro
  • Peças soltas
  • Sons estranhos (estes poderiam significar uma peça quebrada ou desgastada)

Se você notar qualquer um deles, peça ao seu técnico para consertá-lo antes da sua viagem. Também é importante limpar sua prótese com um sabonete neutro e sem perfume e uma toalhinha antes de sair.

  1. Pacotes extras
  • Ao compilar uma lista do que levar com você, inclua esses itens:
  • Meias extras para sua prótese
  • Fita para reparar fivelas
  • Liner extra
  • Kit de ferramentas com chave de fenda
  • Sacos de plástico para colocar em torno de uma prótese quando estiver perto de areia ou água
  1. Leve os números de telefone

Caso algo aconteça com sua prótese, é sempre útil ter o número de telefone e o endereço de e-mail do seu protesista com você. Também é uma boa ideia obter os nomes e números de prosthetists na área onde você está de férias.

  1. Se for viajar de avião, solicite um assento de anteparo

O que é o assento de anteparo? São assentos que ficam diante de uma divisória no avião. Assentos de anteparo fornecem mais espaço para entrar e sair, e geralmente são reservados para viajantes com deficiências. Se não houver nenhum disponível, reserve um assento no corredor próximo à frente do avião, mas que não esteja na fila de saída de emergência. Quando você estiver prestes a embarcar no avião, você também pode pedir ajuda a um comissário de bordo para proteger os assentos das anteparas.

  1. Peça assistência para cadeira de rodas

Mesmo se você for capaz de caminhar até o seu voo, a assistência em cadeira de rodas pode ser benéfica. Você pode solicitá-lo quando reservar um voo ou despachar qualquer bagagem. A assistência para cadeira de rodas o levará para a frente da fila na alfândega e, se você tiver uma prótese de perna, também poderá salvá-lo de uma caminhada extenuante se precisar conectar voos e / ou se estiver em um grande aeroporto.

  1. Use roupas soltas e tenha uma carta do seu protético

Roupas soltas e sapatos deslizantes facilitarão a segurança do aeroporto e mostrarão a qualquer pessoa sua prótese, se necessário. Ter uma carta do seu médico ou especialista em prótese descrevendo sua necessidade de uma prótese também é útil caso um agente aeroportuário questione sua deficiência.

  1. Pergunte sobre o seu quarto de hotel

Ao reservar um quarto de hotel, certifique-se de obter o maior número de detalhes possível, especialmente se precisar de um quarto acessível a cadeiras de rodas. Primeiro, peça para falar com alguém que tenha estado nos quartos e os conheça bem. Como você está solicitando informações, evite perguntas do tipo “sim” ou “não”. Se puder, coloque um quarto o mais próximo possível do primeiro andar, pois os elevadores são desligados durante uma emergência. Por fim, antes de fazer o check-in, peça para ver seu quarto para garantir que é o esperado.

  1. Mantenha a calma e conheça seus direitos

Viajar com uma prótese pode ser frustrante, mas se você se preparar e se mantiver calmo em situações difíceis, a maioria dos problemas pode ser resolvida. No entanto, se alguém fizer com que você se sinta desconfortável ou pareça estar extrapolando seus limites ao inspecionar sua prótese, expresse suas preocupações.

Se um hotel perder a sua reserva ou o quarto do hotel não for do seu agrado, pergunte ao hotel o que eles farão a respeito. Fale com um gerente, se necessário. Acima de tudo, lembre-se de se divertir – você está de férias, afinal.

 

 

Passo a passo para a obtenção da carteira de habilitação especial

 

A carteira de habilitação especial pode ser o primeiro passo para que uma pessoa com deficiência se torne mais independente.

Com os diversos tipos de adaptação de veículos, a maioria das pessoas com limitações pode dirigir normalmente, facilitando sua locomoção e o seu dia a dia.

Muitas pessoas sabem da existência da carteira de habilitação especial, porém, não sabem se podem ter uma ou não.

Neste post, vamos falar sobre os requisitos e de todo o processo para conseguir a CNH especial. Acompanhe!

Quem pode ter CNH especial?

São várias as condições que qualificam como condutoras as pessoas que querem obter CNH especial. Confira:

  • paraplegia;
  • paraparesia;
  • monoplegia;
  • monoparesia;
  • triplegia;
  • tetraparesia;
  • triparesia;
  • hemiplegia;
  • hemiparesia;
  • amputação ou ausência de membro;
  • paralisia cerebral;
  • membros com deformidade congênita adquirida;
  • câncer de mama (em casos em que há comprovação médica de perda da força de membros).

Além dessas, outras especificações também fazem parte como:

  • artrite reumatoide;
  • artrose;
  • AVC (acidente vascular cerebral);
  • esclerose múltipla;
  • mastectomia (retirada total da mama);
  • quadrantectomia (retirada de parte da mama);
  • nanismo;
  • próteses internas e externas;
  • talidomida;
  • paralisia;
  • poliomielite;
  • doenças degenerativas e neurológicas;
  • manguito rotator;
  • artrodese;
  • renal crônica (fístula);
  • Parkinson;
  • linfomas;
  • neuropatias diabéticas;
  • escoliose acentuada;
  • encurtamento de membros de má-formação.

E quais são os não condutores?

As pessoas que se encaixam em não condutoras são: as que têm deficiência visual, deficiência mental severa e profunda, tetraplegia ou autismo.

No caso dos não condutores, mesmo não precisando da CNH — pois outra pessoa vai dirigir — eles devem dar entrada junto a Receita Federal para usufruir dos benefícios que são de direito.

Quais são os benefícios?

Com ela, além de dirigir, é possível obter descontos em impostos, reduzindo os custos na hora de adquirir um veículo cartão, para vaga de estacionamento especial e a isenção do rodízio — nas cidades que têm esse sistema de trânsito.

Como tirar a primeira CNH especial?

A seguir, confira tudo o que você precisa fazer para tirar a primeira CNH especial:

Documentação

Para solicitar a primeira habilitação especial é necessário que a pessoa seja maior de 18 anos e alfabetizada. Além disso, ela deve se dirigir a uma autoescola com os seguintes documentos:

  • RG (carteira de identidade);
  • CPF (Cadastro de Pessoa Física);
  • duas fotos 3×4 colorida com fundo branco;
  • comprovante original de endereço (conta de água, luz, internet, telefone fixo ou banco) no próprio nome ou dos pais.

Perícia médica

A autoescola indicará um médico especializado e credenciado junto ao departamento de trânsito que fará uma perícia com o objetivo de avaliar as condições do candidato, considerando a extensão da deficiência e as suas limitações.

O médico poderá impor algumas exigências na adaptação do veículo a ser utilizado pelo condutor, como câmbio automático ou motocicleta com carro lateral, por exemplo. Ou então a adaptação do próprio condutor, como o uso de lentes corretivas ou de prótese auditiva.

Autoescola

Após ser aprovado no exame, o candidato deve procurar uma autoescola ou Centro de Formação de Condutores (CFC) que tenha recursos especiais, veículos adaptados à sua deficiência e instrutores devidamente capacitados.

É interessante optar por uma autoescola que seja perto da residência para que o deslocamento seja mais cômodo, já que serão muitas aulas (teóricas e práticas) e a pessoa terá que ir vários dias até o local para fazê-las.

Curso e prova teórica

No curso teórico, o candidato vai aprender matérias como: direção defensiva, legislação, primeiros-socorros, mecânica e meio ambiente. Cada CFC tem um método de ensino das aulas, porém, todos esses assuntos são abordados.

No total são 45 horas de aulas teóricas que podem ser distribuídas conforme o combinado entre condutor e o CFC.

A prova teórica conta com 30 questões sobre as matérias dadas no curso e deve-se acertar 21 para ser aprovado. Em caso de reprovação, o candidato poderá refazer após 15 dias pagando nova taxa.

Vale ressaltar que as aulas práticas só podem começar quando o candidato for aprovado na prova teórica.

Curso e prova prática

É obrigatório o mínimo de 20 horas de aulas práticas que serão realizadas no veículo adaptado para a deficiência do candidato.

Além disso, também são exigidas 5 horas de aulas no simulador que reproduz condições adversas no trânsito e na estrada para treinar o futuro candidato nessas situações.

A prova prática é realizada pelo Detran e conta com a inspeção de um médico perito que avalia se o veículo está adaptado conforme a deficiência registrada.

Carteira nacional de habilitação especial

Sendo aprovado no exame prático é só aguardar a confecção da CNH. Em alguns estados, o envio é feito pelos correios para a residência cadastrada. Em outros, é possível buscar diretamente no Detran. Por isso, procure saber como é o procedimento no seu estado.

Uma informação interessante é que na área de observação, que fica no verso da CNH, são registradas quais as adaptações e condições especiais o condutor precisa para dirigir com segurança. Esse registro é feito em códigos por meio de letras e cada uma significa um tipo de especificação.

Como é feita a alteração para pessoas habilitadas?

Muitas pessoas que desejam a CNH especial já são habilitadas e precisam alterar para essa classificação por conta de alguma mudança física que o impeça de dirigir com segurança como antes.

O processo de alteração de habilitação é mais simples, porém, exige a perícia médica para analisar quais as adaptações necessárias para a nova condição do condutor — além das aulas e prova práticas no veículo adaptado.

Lembrando que a pessoa com deficiência que dirige sem carteira de habilitação especial pode ser multada, ter a carteira apreendida e responder criminalmente por acidentes em que estiver envolvido. Portanto, é de extrema importância providenciar a alteração assim que tiver intenção de dirigir um veículo.

Como vimos, ter uma carteira de habilitação especial pode trazer mais conforto, mobilidade e qualidade de vida para a pessoa com deficiência, além de outros benefícios. Por isso, se você tem vontade de dirigir um veículo, mas tem alguma deficiência e ainda não tirou sua CNH, procure uma autoescola para orientações mais precisas. Uma boa alternativa para esclarecer demais dúvidas é pelo site do Detran da sua região.

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Fonte: Blog freedom

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Não sabe onde realizar todo o processo para adquirir sua CNH especial?
Centro Marian Weiss recomenda a Autoescola Javarotti, que já conta com mais de 35 anos de dedicação ao público PCD.

 

Autoescola Javarotti

http://www.autoescolajavarotti.com.br/

Whatsapp: (11) 99282-8992

11 livros sobre deficiência física que você deveria ler

 

 

Para as pessoas com deficiência, sempre é importante obter informações sobre como melhorar a qualidade de vida, por meio de atividades físicas, por exemplo. Também é uma necessidade buscar motivação e inspiração. Neste sentido, existem livros sobre deficiência física que podem ser considerados depósitos de sabedoria.

Há diversas obras que abarcam sobre esse tema, algumas que falam sobre o amor familiar, outras que abordam temas da vida profissional. Quer saber mais? Acompanhe este texto e conheça 11 obras que falam sobre diversas questões da deficiência física!

 

1. Ainda Sou Eu — Memórias

Esta obra tem um personagem muito famoso, que provavelmente você o conhece: o Super-Homem. Apesar disso, este livro não trata das histórias de aventura desse personagem. Na verdade, é a autobiografia do ator que está por trás da versão mais famosa do Homem de Aço no cinema, Christopher Reeve.

Após o acidente que o deixou tetraplégico, Reeve resolve contar suas histórias para o mundo. No livro, ele fala sobre a carreira de ator e descreve a complexa relação com os pais e a luta incansável de lidar com a condição de pessoa com deficiência. Não há como não se emocionar com a perspectiva de vida desse grande herói — dentro e fora das telas.

2. A Saga de um Campeão

O esporte feito em alto mar é realmente muito desafiador. E desafio é o que o atleta Lars Grael gosta de enfrentar. Em 1998, seu veleiro foi atingido por uma lancha em alta velocidade. Esse acidente acabou lhe custando uma perna.

No seu livro A Saga de um Campeão, Lars conta os detalhes do momento em que ficou entre a vida e a morte em consequência do acidente e também narra a reconstrução da sua carreira.

3. Conheça a Noite

A autora Maria Mutch é uma poeta que usa técnicas literárias criativas em sua prosa, como o jogo de palavras, a metáfora, o ponto e o contraponto.

O livro não é apenas uma memória pessoal sobre como criar uma criança com múltiplas deficiências físicas: é também uma meditação minuciosamente pesquisada sobre a natureza da noite, escuridão, vigília noturna, isolamento, exploração e jazz. A explicação da autora é original e esperançosa.

4. Criptionary: Disability Humor and Satire

Este livro é uma arma única contra a ignorância. Escrito em formato de dicionário, a autora Maria Palacios toma plena posse de termos depreciativos e ofensivos sobre pessoas com deficiência.

Talvez a maior magia do livro seja o fato de que cada ideia é desconstruída, mostrando como se deve tratar pessoas com deficiência física.

3. Os Fundamentos Revisados ​​da Assistência: um romance

Do autor de best-sellers do New York Times Jonathan Evison, este livro conta a história de um cuidador profissional que enfrentou uma tremenda perda em sua vida. Ele começa por fazer um trabalho cuidando de um jovem com distrofia muscular de Duchenne.

O romance, como a vida, está cheia de detalhes obscuros e felizes. Algumas das cenas mais divertidas são as conversas cruas entre o cuidador e o jovem.

4. Mais Espesso do que a Água: ensaios por irmãos adultos de pessoas com deficiência

O livro contém 39 mini-memórias, muitas das quais têm apenas 4 ou 5 páginas. É interessante observar como é construída a dinâmica familiar durante a transição da pessoa com deficiência para a idade adulta.

Sob o olhar de irmãos, as memórias conseguem cobrir uma ampla gama de perspectivas.

5. A Beleza é um Verbo

Editado por Jennifer Bartlett, Sheila Black e Michael Northen, este livro é uma antologia de poesia de 37 autores com deficiência. Cada seção começa com a declaração do artista sobre seu trabalho, seguida de uma seleção de poemas em estilos experimentais. A obra pode ser entendida como um exemplo de educação inclusiva.

6. Olhando para Trás

Editado por Kenny Fries, este livro é uma antologia incomum. Estão reunidas histórias de não ficção, ficção, poesia e drama. Participam da obras 37 escritores com deficiência. Temas de conexão, humanidade e justiça social atravessam todas as histórias.

7. Do Outro Lado do sol

Aos 19 anos, Kátia Iuriko Ito foi vítima de um angioma cerebral, que danificou de forma radical os seus movimentos do corpo. Com isso, ela teve que refazer a sua história pessoal, reaprender a ler e escrever, e imaginar o mundo de outra forma. O livro é uma lição de vida.

8. Feliz Ano Velho

Marcelo Rubens Paiva sofreu um grave acidente após mergulhar em um lago a poucos dias do Natal de 1979, que o deixou tetraplégico. Nesta autobiografia, Marcelo não apenas narra a experiência de pessoa com deficiência, mas também descreve momentos importantes da história do Brasil. Não é à toa que essa obra é considerada uma referência na literatura brasileira contemporânea.

9. Salvando Meu Filho

Richard Galli narra os 10 dias que se seguiram ao acidente com Jeffrey, seu filho de 17 anos. Jeffrey mergulhou numa piscina e bateu a cabeça. Embora tenha sido salvo pelo pai, o rapaz ficou tetraplégico por conta da forte batida da queda.

Galli, no entanto, encara um futuro não imaginado para o filho e sente as dificuldades que ele vai enfrentar. Esta obra é um convite para refletirmos sobre escolhas que fazemos.

10. Devoção

Este livro descreve a trajetória de Dick e Rick Hoyt, pai e filho que têm uma ligação de amor e apoio incondicional. A história de ambos é referência quando assunto é coragem. Dick e Rick são exemplo não apenas para as pessoas com algum tipo de deficiência, mas sim para todos nós.

11. Sem Asas ao Amanhecer

Luciana Scotti, quando jovem, teve uma trombose cerebral e ficou muda e tetraplégica. No livro, a escritora revela sua história, seus medos, sua força pela vontade de viver.

Esses são alguns dos melhores livros sobre deficiência física. É importante observar que essas obras são tanto para pessoas que têm deficiência como para quem não tem. Afinal, as informações que o tema oferece são valiosas.

Por isso, compartilhe este texto nas suas redes sociais e ajude amigos e parentes a se inteirarem melhor sobre a realidade das pessoas com deficiência!

 

 

Fonte: Blog freedom

Apenas 31% Das Pessoas Com Deficiência Conhecem Bem A Lei De Cotas

 

Nem todas as pessoas com deficiência conhecem a Lei de Cotas. A lei nº 8213, criada em 1991 e regulamentada oficialmente em 1999, é uma das legislações mais importantes para a empregabilidade dos profissionais com deficiência e o principal instrumento de inclusão no mercado de trabalho. Contudo, apenas 31% das PCDs afirmam conhecê-la bem ou profundamente.

Essa informação é apontada pela edição de 2017/2018 da pesquisa “Expectativas e Percepções sobre o Mercado de Trabalho para PCDs”, realizada pela i.Social em parceria com a Catho, ABRH Brasil e ABRH-SP. O levantamento entrevistou 1.091 pessoas com deficiência de 19 estados brasileiros sobre temas relacionados à inclusão.

 

 

De acordo com a pesquisa, 12% dos entrevistados não conhecem a Lei de Cotas; 21% afirmam que “já ouviram falar” e 36% a conhecem parcialmente. Por outro lado, 25% das pessoas com deficiência a conhecem bem, mas apenas 6% conhecem a lei profundamente.

 

A lei estabelece que empresas com 100 ou mais funcionários preencham de 2% a 5% dos seus cargos com pessoas com deficiência ou beneficiários reabilitados pelo INSS. A medida está sujeita a fiscalização do Ministério do Trabalho e multa pelo seu descumprimento.

O pouco conhecimento, conhecimento parcial ou desconhecimento das pessoas com deficiência sobre a Lei de Cotas pode impactá-las negativamente na busca por trabalho.

Segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), dos 418.521 vínculos empregatícios (CTL) ocupados por pessoas com deficiência, apenas 6,52% das vagas são em empresas que não precisam cumprir a cota. Esses dados demonstram a importância da lei, pois se ela não existisse, as dificuldades para um profissional PCD entrar no mercado de trabalho certamente seriam maiores.

Uma situação semelhante acontece com a Lei Brasileira de Inclusão (nº 13.146). Considerada uma legislação relativamente nova para a pessoa com deficiência, a LBI entrou em vigor em janeiro de 2016 e cumpre um importante papel em diferentes áreas da sociedade, incluindo o mercado de trabalho.

Quanto a essa questão, apenas 15% das pessoas com deficiência entrevistadas afirmam que conhecem bem a lei e 3% a conhecem profundamente.

 

 

Além disso, 25% dos entrevistados não conhecem a lei, 29% já ouviram falar e 27% conhecem parcialmente.

A Lei Brasileira de Inclusão garante que a pessoa com deficiência tenha “direito ao trabalho de sua livre escolha e aceitação, em ambiente acessível e inclusivo, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas”. Outros aspectos relacionados ao âmbito profissional também são garantidos pela lei, da mesma forma que qualquer forma de discriminação ou restrição ao trabalho passa a ser estritamente proibida.

Nesse sentido, 50% dos entrevistados dizem já ter sofrido preconceito no ambiente de trabalho (por chefes, colegas de trabalho ou clientes) e 52% dizem que “se sentir apenas como um ‘funcionário da cota’” faz com que eles tenham vontade de desistir de um trabalho ou querer mudar de emprego. Embora muitas circunstâncias sejam extrínsecas à PCD, ter um perfeito conhecimento das leis que garantem o direto ao trabalho e a igualdade de condições nesta esfera da vida é uma forma de saber como lidar ou buscar apoio no caso de situações que comprometam a honra e o bem-estar do trabalhador com deficiência.

Faça o download da pesquisa “Expectativas e Percepções sobre o Mercado de Trabalho para PCDs” CLICANDO AQUI.

 

FONTE: i.Social

Isenção do rodízio municipal para portador de deficiência

 

 

O QUE É E A QUEM SE DESTINA

Autorização Especial para a liberação do rodízio Municipal, de veículos dirigidos por pessoas portadoras de deficiência no ou por quem as transportem.

COMO SOLICITAR

1. Deverá ser preenchido requerimento para o cadastro do veículo.

O requerimento poderá ser obtido das seguintes formas:

– download em formato PDF através deste link, ou
– no setor de Autorizações Especiais do DSV

2. Imprimir uma cópia do requerimento e anexar os seguintes documentos:

– Original ou cópia autenticada de Atestado Médico comprovando a deficiência, contendo Código Internacional de Doenças – CID, com carimbo, CRM e assinatura do médico e com data não superior a três meses.

– Cópia simples do Certificado de Registro e Licenciamento do Veiculo – CRLV

– Cópia simples do Cadastro de Pessoa Física (CPF) do portador da deficiência

– Cópia simples da Carteira de Identidade – RG ou documento equivalente do requerente e do representante legal, quando for o caso. Na ausência do RG, anexar a Certidão de Nascimento.

– No caso de representante legal deverá ser anexado cópia simples da procuração ou curatela ou guarda permanente.

3. Entregar pessoalmente ou enviar via correio o requerimento assinado pelo requerente ou pelo seu representante legal, quando for o caso, no seguinte endereço:

• Pessoalmente/PortadorDSV/Autorizações Especiais – DSV/AE
Rua Sumidouro, 740 – Térreo – Pinheiros – CEP 05428-010
De segundas as sextas-feiras, das 9h00 as 16h00

• Via CorreioDSV/Autorizações Especiais – DSV/AE
“Isenção de Rodízio Municipal” Caixa Postal 11.400 – CEP 05422-970

 

Dúvidas

Maiores esclarecimentos podem ser obtidos no endereço acima, através dos telefones (11) 3030-2422.

 

 

Fonte: CET – Companhia de Engenharia de Tráfego.

CARRO PARA PCD: COMO COMPRAR COM ISENÇÃO DE IMPOSTOS

 

 

O primeiro carro da engenheira ambiental Maria Cristina Santana Pereira foi um Corsa Classic 1.6 automático. A aquisição veio em 2004, nove anos depois de um acidente automobilístico a deixar paraplégica. Por ser uma pessoa com deficiência (PCD), Cristina conseguiu fazer a compra com isenção de impostos. No entanto, o caminho foi longo.

Antes de iniciar a busca pelo carro, Cristina teve que tirar uma carteira de motorista especial. O primeiro passo é procurar um médico credenciado do Detran. Com base no Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID), ele faz um laudo determinando o tipo de adaptação que deve constar na CNH do beneficiário. Para a engenheira ambiental, essa fase do processo foi uma das mais duras. “Você não consegue realizar tudo no Poupatempo [serviço de documentação rápida oferecido em SP], porque lá não tem médico credenciado do Detran para fazer o laudo.” Muitas vezes os consultórios são em locais de difícil acesso, um empecilho para pessoas com dificuldades de locomoção.

Após o recebimento do laudo, é preciso partir para as aulas na autoescola. Segundo a consultora de vendas especiais da Honda, Rosangela Mesquita, mesmo as pessoas já habilitadas têm que fazer o curso e o teste prático. “Às vezes você dirige há anos, mas em um carro automático você não tem experiência nenhuma”, explica.

Quem tem o direito

Tenho dor na coluna, posso pedir isenção? A resposta não é tão simples. Segundo Alberto Sabbag, médico e diretor da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego, se a pessoa for dirigir o veículo, ela deve possuir uma deformidade, deficiência física ou dificuldade de mobilidade permanente que cause a perda (moderada ou grave) de força dos membros.

Uma mulher que retirou a mama após um tumor pode pleitear a isenção, desde que a cirurgia tenha influenciado em sua mobilidade. “Quando você retira o câncer, há alguns procedimentos, como remover os gânglios debaixo da axila, isso ocasiona uma perda de força no braço”, explica o médico.

A legislação também prevê a isenção para pessoas que não dirigem. O veículo é comprado em nome do beneficiário, que pode indicar até três condutores legais. Autistas e pessoas com deficiência visual se encaixam nessa situação. A mesma regra vale para pessoas com deficiência física grave que dependem de terceiros para se locomover, como tetraplégicos. Já no caso de deficiência mental profunda ou severa, a isenção na modalidade não condutora exige que a doença tenha se manifestado antes dos 18 anos.

Papelada

Com a CNH em mãos, já é possível pedir as isenções. Na ocasião em que Cristina comprou seu primeiro carro, a concessionária indicou um despachante para fazer o processo. Na compra seguinte, a própria loja ofereceu o serviço gratuitamente. A prática tem se tornado comum, devido ao aumento das vendas PCD.

O carro escolhido também deve atender a algumas regras. De acordo com Rodrigo Rosso, presidente da Associação Brasileira da Indústria, Comércio e Serviços de Tecnologia Assistiva (Abridef), o veículo deve custar até R$ 70 mil e ser fabricado no Brasil ou nos países do Mercosul.

A primeira isenção é do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que demora em média cinco meses para ficar pronta. Depois, é a hora de dar entrada na isenção do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias (ICMS), que leva em média 45 dias. Rosso ressalta que carros importados não têm a isenção, com exceção dos modelos da Volvo, que conseguiu uma autorização especial com o governo.

Liberando o ICMS, já é possível fazer o pedido do veículo para a montadora. A consultora da Honda menciona que o cliente demora de 30 a 60 dias para levar o automóvel para casa. Para quem irá financiá-lo, há a isenção do Imposto sobre Operações de Crédito (IOF), que só pode ser utilizada uma vez. “Demora muito para sair e o valor é tão baixo que, às vezes, não compensa”, afirma a consultora.

Depois que o carro está faturado, é hora de fazer a isenção do IPVA e a liberação do rodízio, caso more em São Paulo. Com relação ao ICMS e IPI, o tempo mínimo para ficar com o carro são dois anos. Se a pessoa com deficiência vender antes, ela precisará recolher os impostos dos quais foi isenta.

Mercado

O presidente da Abridef ressalta que, entre 2015 e 2016, o setor PCD cresceu 31,5%. Em 2016, foram vendidos mais de 139 mil carros isentos de valores até R$ 70 mil. Em 2017, a previsão é que as vendas aumentem mais de 30%. Está bom, mas precisa melhorar. A legislação atende a grande parte do público PCD, mas ainda possui algumas brechas. A única deficiência que não tem isenção nenhuma é a surdez. “É uma falha na lei gritante”, avalia Rodrigo.  

O médico da Abramet explica que a isenção existe pois a pessoa com deficiência é obrigada a dirigir um veículo específico. Como no caso dos surdos não há nenhuma adaptação possível, não há liberação das alíquotas. Mas o especialista ressalta que seria necessário desenvolver políticas para esse público. “Como eles têm muitas dificuldades, deveriam ter algum tipo de facilidade”.

Outro ponto polêmico é o valor limite para compra com isenção. O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) estipula um teto de R$ 70 mil, no entanto essa quantia está fixada desde 2009. “Se corrigir este valor para R$ 90 mil, você conseguiria jogar nessa faixa de preço outros modelos que estão fora”, diz Rodrigo.

Confira quais as isenções oferecidas para PCD

ICMS: Para pessoas com deficiência física, visual, mental (severa ou profunda) ou autistas. Válida para condutores e não condutores de veículos até R$ 70 mil fabricados no Brasil ou nos países do Mercosul.

IPI: Para  pessoas com deficiência física, visual, mental (severa ou profunda) ou autistas. Válida apenas para automóveis de passageiros fabricados no Brasil e no Mercosul até 2.0 flex e no mínimo quatro portas (inclusive a de acesso ao bagageiro). Abrange condutores e não condutores.

IOF: Para automóvel de passageiros fabricados no Brasil de até 128 cv. Apenas disponível para pessoas com deficiência física.

IPVA: Isenção prevista para pessoas com deficiência física, visual, mental (severa ou profunda) e autistas.

 

 

Fonte: Revista Auto Esporte